A Comissão Especial de Arbitragem do Conselho Federal da OAB definiu, nesta terça-feira (31/3), as prioridades para 2026, que incluem a criação de grupos de trabalho, o uso de inteligência artificial e o estímulo ao debate sobre a arbitragem em diferentes áreas do Direito. A agenda busca fortalecer a atuação da advocacia no campo e ampliar o uso do instituto no país.
Durante a reunião, o presidente do colegiado, Gilberto Giusti, ressaltou que a iniciativa está voltada à preparação de advogados para atuar na área em diferentes funções. “A atuação da comissão vem ao encontro da missão maior da OAB de promover o conhecimento, o aprimoramento e a conscientização. Trata-se de capacitar advogados para atuar em arbitragem, seja como representantes de partes, assessores jurídicos, árbitros ou dirigentes de instituições”, afirmou.
Nesse contexto, serão criados grupos temáticos responsáveis por iniciativas como o levantamento de jurisprudência dos tribunais, o estudo do uso de inteligência artificial na arbitragem, a elaboração de obra coletiva e a articulação com comissões congêneres em todo o país.
A programação inclui ainda a realização de evento pelos 30 anos da Lei de Arbitragem (Lei 9.307/1996), previsto para setembro, em Brasília. A comissão também deve priorizar debates sobre a qualidade da fundamentação das sentenças arbitrais, a transparência na atuação de árbitros e a prevenção de condutas abusivas.
A agenda contempla ainda a discussão sobre a inserção de cláusulas de mediação e arbitragem em sociedades de advogados, à luz do Provimento 112/2006, bem como o acompanhamento do desenvolvimento do instituto em áreas como trabalhista, tributária, ambiental e esportiva, com foco na formação de membros e consultores especializados.