Lilian Mota advocacia

OAB e Universidade de Stanford lançam pesquisa sobre Inteligência Artificial na advocacia

A OAB Nacional, em parceria com a Universidade de Stanford, por meio do Deliberative Democracy Lab, e com o Instituto Brasileiro de Ensino, Desenvolvimento e Pesquisa (IDP), lança uma pesquisa para compreender os impactos da Inteligência Artificial (IA) no exercício da advocacia.

A iniciativa integra o Plano Nacional de Integração da Inteligência Artificial na Advocacia (PNIAA) e subsidiará a elaboração de diretrizes para o uso ético, seguro e responsável da tecnologia na profissão.

A pesquisa utilizará uma metodologia científica reconhecida internacionalmente para ouvir advogados e advogadas de todas as regiões do país. O objetivo é reunir informações sobre a utilização da IA na advocacia, seus desafios, oportunidades e perspectivas, contribuindo para a formulação de políticas institucionais voltadas à transformação digital da profissão.

Os resultados servirão de base para ações estratégicas do PNIAA, com foco no fortalecimento da governança institucional, na inovação e na construção de diretrizes que conciliem o avanço tecnológico com a defesa das prerrogativas, da ética profissional e da segurança jurídica.

Metodologia

A pesquisa será realizada por meio de um questionário eletrônico enviado à advocacia brasileira. Em uma segunda etapa, parte dos participantes será convidada a integrar uma deliberação nacional on-line promovida em parceria com a Universidade de Stanford.

Durante essa fase, os participantes discutirão temas relacionados ao uso da Inteligência Artificial na advocacia com especialistas nacionais e internacionais, utilizando a metodologia desenvolvida pelo Deliberative Democracy Lab.

Os advogados e advogadas selecionados para essa etapa receberão certificado internacional emitido pela Universidade de Stanford.

Participação

A OAB convida toda a advocacia brasileira a participar da iniciativa. Os profissionais devem acompanhar o e-mail cadastrado na Ordem para responder ao questionário inicial e, posteriormente, poderão ser convidados para as demais etapas da pesquisa.

A participação contribuirá para a construção das diretrizes que orientarão o uso da Inteligência Artificial na advocacia brasileira, reforçando o compromisso da OAB com uma transformação digital pautada pela ética, pela segurança jurídica, pela valorização da advocacia e pela defesa das prerrogativas profissionais.